Já pensou em receber seu pedido por drone? Num futuro muito próximo, encomendas ‘voadoras’ serão uma realidade.

A Zipline, maior rede de entregas por veículos aéreos não tripulados (VANT) no mundo, lançou no final de abril em Gana um programa de fornecimento de insumos médicos utilizando drones. Desde então, segundo a companhia, a iniciativa mobilizou mais de 30 aeronaves para entrega de vacinas, bolsas de sangue, medicamentos e testes de COVID-19  em 2000 instalações de saúde espalhadas pelo país da África Ocidental.

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A empresa vem empreendendo experimentos com drones no continente africano desde 2016, em Ruanda. Até agora, a startup sem fins lucrativos já arrecadou R$41 milhões de investidores, entre eles Paul Allen (Microsoft) e Jerry Young (Yahoo). Fundada em 2014, a Zipline projeta e fabrica seus próprios VANTS, os sistemas de lançamento e aterrissagem, além do software de logística.

Mas a Zipline não é a única a se lançar nesta seara. A irlandesa Manna Aero  está lançando um teste do primeiro serviço de entrega por drones do mundo, que transportará remédios e alimentos para idosos e pessoas vulneráveis ​​em isolamento, um indício de que a pandemia já está acelerando a execução de soluções tecnológicas desenvolvidas há anos no mercado.

Os drones da Manna Aero são projetados para realizar até 100 viagens por dia, a 80 km/h, e transportar até quatro quilos de comida por vez, segundo noticiou o inglês The Times. A localização deles pode ser rastreada no smartphone dos usuários, que emite notificações quando a entrega é feita. Inicialmente, a tecnologia foi planejada para funcionar como um serviço de entrega de comida para viagem, em parceria com a empresa de delivery JustEat. Mas a ideia foi, ao menos por ora, alterada para se ajustar ao contexto sem precedentes de isolamento social na pandemia, sobretudo de idosos e vulneráveis.

Não é de agora que a tecnologia de entrega por VANTs está em pauta. Desde 2016, a Amazon vem desenvolvendo projeto semelhante para entregar seus pacotes aos clientes. A empresa realizou inúmeros testes do serviço Prime Air em Cambridge (Reino Unido), entretanto ainda não há data prevista de lançamento. A UPS (uma das maiores empresas de logística do mundo) também anunciou recentemente uma joint venture com a startup alemã Wingcopter para desenvolver drones de entrega.

Mas quando se fala no universo de food service, sem dúvida um dos mais afetados pelas restrições impostas pela pandemia, o uso de drones para entrega de comida pode se tornar realidade recorrente num futuro muito próximo, usando exaustivo clichê do ‘novo normal’.

Imagine marcas poderosas lançando mão, além dos VANTS,  de robôs e voz (sem a necessidade do toque), como propõe (abaixo) o estudo do escritório TD Arquitetura, baseado no Rio. Afinal, com a sensação constante de fragilidade diante de um inimigo invisível, será cada vez mais necessário lançar mão de tecnologias que ofereçam um sistema ‘seguro’.

Contrariando as previsões, o cérebro eletrônico faz quase tudo e não é mudo!

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