Desperdício de alimentos: um mal para o planeta e para o seu bolso

As perdas e desperdícios são um desafio para um desenvolvimento sustentável

O desperdício de alimentos atinge um terço de toda comida produzida no mundo. E ele ocorre de diversas maneiras: produção em excesso, quedas durante o transporte, estoque etc. Segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), no Brasil, grande parte do desperdício de alimentos ocorre durante o manuseio e produção: na colheita, o desperdício é de 10%. Durante o transporte e armazenamento a cifra é de 30%. No comércio e no varejo a perda é de 50%, enquanto nos domicílios 10% vai para o lixo. O descarte de ‘restos’ (leia-se talos, cascas, raízes e sementes) é um bom exemplo do como jogamos no lixo muitos alimentos que poderiam ser aproveitados em diversas receitas.

A alimentação sustentável consiste em aproveitar o alimento integralmente, desde o planejamento das compras até as formas de conservação e consumo. Abrir a cabeça para preparações menos ortodoxas proporciona uma alimentação muito mais saudável, diversificada e, consequentemente, econômica. Menos lixo acumulado, menos dinheiro gasto à toa e melhor distribuição de mantimentos. Grande parte dos nutrientes dos alimentos estão presentes justamente em partes que costumam ser descartadas, como talos, cascas, sementes e folhas.

Prejuízos ambientais

Os impactos ambientais causados pelo desperdício de alimentos são enormes. Uma quantidade incalculável recursos naturais, como água, terra e energia, são desperdiçados para uma produção que será descartada. Isso significa que os esforços de produção aumentam, intensificando o desgaste ambiental.
O prejuízo aumenta quando trata-se do desperdício de alimentos de origem animal, pois a criação de aves e bovinos, por exemplo, demanda mais quantidade de insumos, se comparada à produção vegetal.

O que podemos fazer para evitar o desperdício?

Algumas medidas simples podem ser adotadas no dia a dia a fim de diminuir o desperdício de alimentos dentro de casa, como por exemplo:

  • Planejamento semanal do cardápio, com listas de ingredientes necessários para cada preparo;
  • Dar preferência a alimentos da estação. Desta forma, os produtos chegarão mais frescos e terão maior durabilidade. Além disso, os produtos ‘da época’ exigem uma menor utilização de agrotóxicos e insumos em sua produção do que os produtos fora de sua época ideal;
  • Dê preferência aos produtores locais. Essas escolhas diminuem o tempo de transporte e o alimento dura mais tempo. Além disso, você contribui para o fortalecimento da agricultura familiar;
  • Ao congelar os alimentos, separe-os em porções individuais;
  • Reaproveite alimentos que são sobras de uma refeição, transformando-os em novas receitas, como bolinhos, tortas, sopas etc.
  • Separe o lixo orgânico do lixo reciclável. Se possível, coloque os restos de alimentos em composteiras para produzir adubo. Ao fazer isso, as partes descartadas dos alimentos retornam ao solo como nutrientes.